USP colaborara na rede global a fim de descobrir a cura do HIV

Engenharia genética vai ser utilizada para impedir o vírus na célula.

USP colaborara na rede global a fim de descobrir a cura do HIV Foto: Reuters/direitos reservados

USP colaborara na rede global a fim de descobrir a cura do HIV

Saúde Por: Natalie Gallacci - 26/08/2021

O Hospital das Clínicas e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), vão colaborar de uma rede mundial de estudo que planeja descobrir a cura permanente da contaminação HIV, o vírus responsável pela aids, através de engenharia genética. A nova abordagem de combate ao vírus pesquisara o impedimento inteiro do HIV dentro das células e sua decorrente erradicação.

Conforme disse Esper Kallás, professor titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da FMUSP, que irá conduzir o grupo brasileiro, “As últimas décadas representaram avanços muito importantes no tratamento e controle do HIV e AIDS. Mas o paciente segue precisando se tratar continuamente e o risco de agravamento em caso de interrupção permanece. Esta nova abordagem significará um passo fundamental. Poderá ser, finalmente, a cura do HIV”.

Nos tempos atuais, o combate ao HIV é realizado especialmente com o uso de remédios retrovirais, que os pacientes necessitam tomar ao longo de toda a vida. Ainda assim, esses medicamentos exterminam o vírus que está circulando no sangue, porém opera com menos força nas células contaminadas.

Junto com a nova abordagem sugerida pelo estudo, os pesquisadores procurarão formas de impedir e prender o HIV dentro das células, tornando-o inativo, o que precisará ser realizado com medicamentos que vão atuar no material genético do vírus. O conceito é descobrir os meios para alterar o vírus dentro da célula a ponto de aniquila-lo e aniquilando-o do paciente.

A rede é conhecida em inglês como HIV Obstruction by Programmed Epigenetics (HOPE) Collaboratory, dirigido por Gladstone Institute, Scripps Research Florida e Weil Cornell Medicine, e conseguirá investimentos de U$26,5 milhões para desenvolver a pesquisa. Depois de realizadas as fases iniciais pela rede de pesquisas, estudos clínicos deverão ser dirigidos no Hospital das Clínicas da FMUSP.


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