Pesquisa indica que homens são transmissores centrais do coronavírus

Estudo é do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo.

Pesquisa indica que homens são transmissores centrais do coronavírus Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Pesquisa indica que homens são transmissores centrais do coronavírus

Saúde Por: Natalie Gallacci - 27/08/2021

Um estudo do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco, do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo (IB-USP), indica que homens são os transmissores centrais do novo coronavírus quanto às mulheres. As conclusões da pesquisa foram publicadas na plataforma MedRvix em artigo sem revisão por pares.

No andamento da revisão por pares, os revisores são capazes de recomendar que o estudo seja recusado, divulgado da forma que está ou mandado de volta para os pesquisadores para mais experiências.

De acordo com o estudo, há alteração entre mulheres e homens na sobrevivência e transmissão de COVID-19 entre casais com contato direto sem normas de proteção. A pesquisa epidemiológica foi efetuada de julho de 2020 até julho de 2021, abrangendo 1.744 casais brasileiros que não tomaram a vacina contra a COVID-19, com ao menos um dos dois diagnosticado e contaminado.

As informações acumuladas apontam que homens foram os primeiros ou únicos contaminados na maior parte das situações, envolvendo os casais concordantes (quando os dois foram contaminados), como nos discordantes, no momento em que um dos parceiros continuou assintomático apesar do contato próximo com o contaminado. Ao todo, 946 homens foram contaminados em relação à 660 mulheres.

Conforme disse Mayana Zatz, professora do IB-USP: “Essa constatação corrobora e está em consonância com descobertas feitas em estudos recentes que realizamos, que já indicavam que homens podem transmitir mais o novo Coronavírus”.

Outra pesquisa, divulgada no começo de agosto por cientistas de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco na revista Diagnostics, mostrou que homens apresentam uma porção do vírus na saliva em torno de dez vezes mais que as mulheres, especialmente até os 48 anos. A distinção de carga viral não foi identificada em testes com amostras nasofaríngeas, de acordo com a pesquisa organizada pela professora Maria Rita Passos-Bueno.

“Como o vírus é transmitido principalmente por gotículas de saliva, deduzimos que isso explicaria porque homens transmitem mais vírus do que as mulheres”, declarou Mayana.


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