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Ivermectina: Estudo realizado no SUS apresenta eficácia de 48% na redução da mortalidade por Covid-19

Estudo envolveu mais de 220 mil pacientes.

Ivermectina: Estudo realizado no SUS apresenta eficácia de 48% na redução da mortalidade por Covid-19 Foto: filiperafaeli.substack.com

Ivermectina: Estudo realizado no SUS apresenta eficácia de 48% na redução da mortalidade por Covid-19

Saúde Por: Thiago Silva - 14/12/2021

No ultimo sábado (11), em Brasília, ocorreu o Primeiro Congresso Mundial do World Council for Health (Conselho Mundial de Saúde) - Médicos Pela Vida, neste evento foram apresentados os resultados de um estudo tendo como base o medicamento Ivermectina.

Considerado o maior do mundo, o estudo realizado com o medicamento envolve 220.517 mil pacientes voluntários e avaliou a eficácia da Ivermectina em profilaxia pré-exposição para a COVID-19, ou seja, quando os pacientes tomam a medicação preventiva, antes de terem contato com o Sars-Cov-2, o vírus causador da doença.

O estudo, liderado pela cientista brasileira Lucy Kerr, é o resultado de um esforço conjunto de pesquisadores de diversas universidades, como pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e da Universidade de Toronto, no Canadá.

Resultados de uma cidade inteira

Para todos os habitantes de Itajaí, município no litoral de Santa Catarina, foi oferecida a Ivermectina em doses quinzenais de 0,2 mg por kg por dia, por dois dias. Ou seja, uma pessoa que pesa entre 60 e 90 kg, tomou, a cada duas semanas, 3 comprimidos de Ivermectina por dia, por dois dias. Se o peso for maior que 90 kg, foram oferecidos 4 comprimidos ao dia. O estudo acompanhou os resultados da profilaxia entre julho e dezembro de 2020.

Entre os 220 mil habitantes da cidade envolvidos no estudo, 133.051 (60,3%) tomaram a Ivermectina e 87.466 (39,7%) não tomaram o medicamento oferecido pela prefeitura e se tornaram o grupo controle para comparação dos resultados. "As preferências dos pacientes e a autonomia médica foram preservadas", escreveram os cientistas no estudo.

Apenas pessoas com mais de 18 anos participaram. "Crianças foram excluídas. E também as pessoas que já tiveram COVID anteriormente", explicou Lucy Kerr. "Tudo foi feito dentro da lei, com as solicitações de autorização do ministério público", acrescentou.

No decorrer dos seis meses, entre as 133 mil pessoas que tomaram Ivermectina, 62 acabaram falecendo de Covid-19. Entre as 87 mil pessoas que não tomaram o medicamento, 79 morreram. Houve, portanto, uma redução de 48% na chance de morrer de COVID.

Eficiência do SUS como essencial para a ciência brasileira

A Ivermectina foi oferecida e receitada por postos de saúde e um centro provisório montado durante a pandemia. Os profissionais do SUS em Itajaí acompanharam e registraram os dados tanto dos pacientes que tomaram a Ivermectina como os que não tomaram os medicamentos. "Toda a cidade tinha cadastro digital no SUS e ele foi sendo atualizado com as novas consultas à medida que as pessoas iam buscar a medicação", afirmou Kerr.

A cientista elogia os profissionais de saúde de Itajaí. "Todos eles colaboraram muito, mas muito mesmo", afirmou Lucy. "Não eram apenas dados se tomou ou não tomou. Também tinha o conhecimento de todas as comorbidades e doenças prévias das pessoas. Se tinha asma, diabetes, câncer".

"Nosso estudo não é difícil de verificar. Ele corresponde aos dados oficiais do município durante o período do programa. Tudo isso só foi possível graças ao SUS que permitiu o controle estrito de todos os casos e mortes por COVID", afirmou Flavio Cadegiani, cientista coautor do estudo.

Outros estudos da Ivermectina em profilaxia

Além do estudo liderado por Lucy Kerr, existem 16 estudos sobre profilaxia da COVID-19 usando Ivermectina. Todos, de modo unânime, apresentam resultados positivos, sendo a imensa maioria, deles já revisada por pares.

(Com informações do site filiperafaeli.substack.com)


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