São Paulo não registra alteração em lotes suspensos da CoronaVac

Doria declarou que não foram encontrados qualquer sintoma contrário nos cidadãos que receberam essa vacina.

São Paulo não registra alteração em lotes suspensos da CoronaVac Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

São Paulo não registra alteração em lotes suspensos da CoronaVac

Saúde Por: Natalie Gallacci - 08/09/2021

Foi comunicado nesta quarta-feira (08/09), pelo governador João Doria, que São Paulo não registrou nenhuma alteração referente aos lotes do imunizante CoronaVac que foram suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em outros termos, ele declarou que não foram encontrados qualquer sintoma contrário nos cidadãos que receberam essa vacina. Já havia sido entregue 4 milhões de doses pelo governo, antes da suspensão.

Desses 4 milhões, 224.737 vacinas por hora ainda não foram aplicadas e continuarão armazenadas até que a Anvisa autorize esses lotes. Fabricada pelo laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, a CoronaVac é aplicada em duas doses. A Secretaria estadual da Saúde está supervisionando os cidadãos que receberam a vacina CoronaVac desses lotes que foram suspensos, de acordo com o Governo. Segundo o governo paulista, quem recebeu essas doses será observado por 30 dias como prevenção.

Conforme declarou o governo, antes de ser distribuída, a vacina passa por um rigoroso controle de qualidade e foram certificadas pelo Nacional de Controle de Qualidade (INCQS), órgão da Fiocruz, encarregado pela verificação da qualidade de todas as vacinas distribuídas no Brasil. Os imunizantes foram validados, sendo assim, tiveram a qualidade assegurada para aplicar nas pessoas.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, acalmou os cidadãos comunicando que essas vacinas aplicadas dos lotes que foram suspensos pela Anvisa não apresentam riscos às pessoas. "Esses lotes foram produzidos na fábrica da Sinovac que produz todas as vacinas, submetido ao controle de qualidade, e todas as unidades são credenciadas pela Anvisa. O que ocorreu é que a Sinovac colocou em funcionamento várias linhas de envase. As vacinas são produzidas em um local e envasadas em outro. Esse lote foi envasado em uma das fábricas novas, que não havia sido visitado [pela Anvisa]", declarou.

Acrescentou que: "Isso criou uma necessidade de acertar a certificação dessa nova unidade. Isso está sendo providenciado, a documentação providenciada. A Anvisa aguarda a chegada do documento da agência sanitária chinesa. Isso deve chegar ainda antes do final dessa semana. Do ponto de vista da qualidade e segurança, não existe dúvida. Foi atestada pelo laboratório de qualidade da Sinovac na China, que é referendado pela Anvisa, testado pelo Butantan, que faz o controle de qualidade, e atestado pelo INCQS, que controla a qualidade de vacinas no Brasil. Não há questionamentos no momento sobre a qualidade e segurança das vacinas".

Por precaução, a Anvisa suspendeu 25 lotes da vacina CoronaVac, no dia 04 de setembro, totalizando 12.113.934 de doses da vacina. De acordo com o Butantan, o próprio instituto quem alertou a Anvisa referente a esses lotes, que foram envasados em um lugar que ainda não tinha sido inspecionado pela agência brasileira. Por esta razão, a aplicação de vacinas desses lotes foi suspensa provisoriamente, até que seja garantida a qualidade do lugar que as doses ficaram envasadas.

“Nosso controle de qualidade percebeu mudança no padrão. Entramos em contato com a Sinovac e imediatamente comunicamos a Anvisa, que fez a interdição cautelar. A partir daí, começamos a trabalhar com a Anvisa para liberar essas doses”, explicou Rui Curi, diretor-executivo do Butantan. “A vacina tem um controle de qualidade rigoroso, como todo o resto da fábrica. É uma questão apenas de formalização dessa linha de envase”, esclareceu.

O impedimento cautelar tem limite de 90 dias, a Anvisa comunicou que, no decorrer desse tempo, “trabalhará na avaliação das condições de boas práticas de fabricação da planta fabril não aprovada, no potencial impacto dessa alteração de local nos requisitos de qualidade, segurança e eficácia, e do eventual impacto para as pessoas que foram vacinadas com esse lote”.


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